Slow Down

Título: Slow Down
Título Original: スロー・ダウン
Título em Português: “Desacelerar”
Autor(a): HAGIO Moto
Artista: HAGIO Moto
Ano: 1985
Volumes: One-Shot
Gêneros: Josei, Drama, Psicológico, Ficção Científica.
Tipo: Manga
Serialização: Petit Flower (Shogakukan)

Sinopse:
Este one-shot conta sobre um jovem voluntário num experimento de privação sensorial, ou seja, ele fica preso numa sala e com artefatos que visam bloquear ao máximo seus sentidos… mas apesar do sucesso aparente, o experimento o deixa com efeitos colaterais psicológicos…

Interpretação pessoal (só leia esta parte depois de ler o one-shot):

Acredito que a autora tenha feito uma alusão ao questionamento do próprio conceito de realidade. O personagem fica preso numa sala na qual ele é privado de seus estímulos exteriores como audição, tato, etc, tanto como contato com o mundo exterior e as pessoas. Nessa sala, condenado a uma limitação sensorial, ele se sente confinado dentro de seu próprio corpo, sobrando a ele apenas as divagações subjetivas de seus próprios pensamentos.

Filosoficamente falando, esse experimento pode ser comparado ao nosso mundo, onde nossa única forma de contato com o mundo real (físico, objetivo) é sensorial e subjetiva/interpretativa, o que nos leva a questionar o nível de absorção de realidade que conseguimos alcançar. Assim passamos a questionar nosso próprio conceito de realidade, uma vez que percebemos que tudo que sentimos e vivemos na verdade o vivemos dentro de nosso próprio mundo subjetivo que se encontra dentro de nossa própria mente.

“Só vemos o que observamos e só observamos aquilo que já está dentro da nossa mente.”
(Alphonse Bertillon)

Ou seja, não temos contato direto com o mundo físico, tudo que você vê são imagens mentais, tudo que você escuta é uma reverberação sensorial, tudo que você sente tocar é uma reação nervosa, todos os sabores são um processo químico, e os odores são captados pelos nervos olfativos e, assim como todos os outros estímulos externos, não por “você” diretamente. Ou seja, nós como sujeitos (observadores) não temos contato direto com o mundo exterior, tudo que sentimos é o que já está dentro da nossa mente, “o que entra pelo painel dentro da bandeja”.

Em suma, acho que a mensagem principal da história é que nossa mente é nosso “pequeno quarto branco” e dentro dele morremos aos poucos sem nunca termos contato direto com o “mundo real” (“Nada é real. Estou sozinho e estou morrendo”) e nossa última esperança é alcançar algum tipo de contato direto com nossos semelhantes e assim despertarmos do nosso “eterno sono”.

-Clique na capa para baixar:

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