Papai Noel não existe!

Olá! É isso mesmo, sinto muito em lhes informar, mas esse tal de bom velhinho não existe, nem ele nem um monte de outras babaquices em que vocês acreditam…

Como vai o natal de vocês? O meu tá uma bosta como sempre… aliás, odeio feriados, hoje saí na rua pra comprar uma escova de dentes (esqueci a minha no serviço) e não achei nada aberto. Aí passei na padaria (acho que nem um apocalipse seria capaz de fechar as padarias, fala sério) pra comprar pão e por acaso perguntei pra mulher com cara de quem está fazendo uma pergunta besta “Aqui não tem escova de dentes não, né?” e pra minha surpresa ela disse que tinha o.O Com isso eu aprendi que nunca se deve subestimar as padarias, tem de tudo naquela porra!

Mas sério, odeio o natal. Não entendo por que todo mundo comemora isso, isso não era pra ser uma festa religiosa? De repente todo mundo vira cristão por um dia? Puta época de ilusão e hipocrisia… a pessoa sofre o ano todo e quando chega no final do ano acha que um dia de folga e comilança é a coisa mais mágica e maravilhosa do mundo? Quanta alienação… Tudo bem que muitos passam essa data em família desfrutando dos valores de um lar bem estruturado, mas isso não seria um objetivo para o ano todo? E quanto às virtudes do “espírito natalino”, não seriam códigos de conduta que deveriam fazer parte de nossas vidas? Por isso odeio o natal, época em que lobos vestem máscaras de ovelhas e saem às compras… compras desenfreadas, diga-se de passagem, o natal hoje é puro consumismo, basta ver em que época as grandes lojas começam a expor sua publicidade disfarçada de árvores coloridas. Natal é um produto, um produto ilusório imaginado pela sociedade e vendido aos indivíduos, o que as pessoas vivem no natal é aquilo que elas gostariam de viver o ano todo, mas não conseguem porque o “espírito natalino” não passa de hipocrisia, claramente não somos uma sociedade altruísta, nossa natureza e nossos fundamentos são totalmente capitalistas e o natal é a época onde o capitalismo fica, ironicamente, mais forte e mais disfarçado…

Enfim, personagens folclóricos e datas sem sentido a parte, hoje trago a vocês o último volume de Eternal Sabbath. Excelente mangá, quem não conhece vá ler agora, aproveita que está completo.

P.O.R.R.A e Toshi wa Yume Scans apresentam:

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Sobre david_yagami

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11 respostas para “Papai Noel não existe!

  • Willians Souza de Oliveira

    Cara eu li todo teu discurso e fiquei impressionado com a similaridade dos nossos pensamentos, ontem a noite estava na casa da minha sogra cheguei e vi vários presentes perto de uma arvore de natal, e comecei a falar algo bem parecido com o que tu escreveste acima, resultado quase me crucificaram pra variar, mas de qualquer jeito muito obrigado pelos capítulos e parabéns por mais este mangá concluído, abraço

  • escritorrodrigo

    O que posso dizer, acredito que seja mais um que acredita em tudo o que você falou, e estou escrevendo um livro sobre isso, mostrando que não é nem, necessariamente o capitalismo no mundo que é o problema, mas nos mesmos seres humanos ou pelo menos uma parcela das pessoas, já que o criamos e o dinheiro também. Tento mostrar como é possível e com exemplo vivo de que uma sociedade pode viver ser o dinheiro, mas mudar a mentalidade de algumas pessoas é que não é fácil. Contudo filosofia a parte obrigado por mais esses capítulos de Eternal Sabbath

    • david_yagami

      O problema não é o sistema capitalista em si, mas sim a desigualdade social, a diferença de ganhos, a educação precária e a superpopulação; junta-se a isso a malícia e a ganância humana e tem-se como resultado o caos social que vivemos. Uma sociedade que sustenta profissões semi-inúteis como jogadores de futebol e artistas medíocres com dezenas de milhares de reais e negligencia profissões importantes como educadores e médicos claramente possui algum problema estrutural… isso sem citar as diferenças entre primeiro e terceiro mundo… O maior problema é que ninguém se importa com o todo, cada um só pensa no próprio rabo; só buscam a igualdade aqueles que estão por baixo, pois quem está por cima não quer descer a fim de nivelar a massa, e justamente esses que estão por baixo não têm o poder de fazer coisa alguma. A vida em sociedade em sua concepção não passa de um jogo de interesses, o estado é apenas um monstro maior criado para proteger as pessoas dos monstros menores que são elas mesmas. No contrato da vida social o homem abre mão de suas vontades e impulsos em troca de proteção e divisão de funções, daí surge o dinheiro que por ser tão manipulável acaba por gerar uma desigualdade de poder capital e é justamente aí que o homem acaba por retomar sua forma natural consumista deixando para seus semelhantes desafortunados a ilusão da vida civil que, quando não escraviza e condena a pessoa a uma vida medíocre abaixo da linha, a desperta igualmente à sua forma natural destrutiva, desta vez quebrando o contrato social e batendo de frente com a legislação que agora não lhe é mais conveniente pois o estado não lhe assegurou os interesses que este esperava. Assim gera-se o conflito da classe dominante com a classe marginalizada e as consequências são sofridas pela classe civil que ainda se atém ao contrato e ironicamente sustenta a própria sociedade que a escraviza.

  • lucas

    Vocês são fodas por ES, não sou de comentar mas esse trabalho merece.

    Obrigado!

  • Lucas

    Parabéns por concluir mais um projeto, David o/
    De tanto vc me falar nesse mangá, algum dia eu ainda o leio, ainda mais por ser tão curtinho.

  • Krauser Hellclown

    Palma, palma, não priemos cânico! (Troque o “P” por “C” e o inverso também – como faz o Chapolin Colorado para os mais leigos).
    Sr. faz-tudo me parece que estás um pouco exaltado, talvez por conta da finalização de mais um projeto… quem sabe não é? Papai Noel talvez… Enfim, estou agradecido pelos últimos capítulos da obra, por vosso trabalho árduo e pelo comentário que fez no post acima. Concordo contigo em ampla parte de seu argumento, inclusive acho que as padarias já deixaram faz tempo de venderem somente quitandas, e por isso acho que não deveriam ser designadas como simples padarias – acho que o mercado a influenciaram a tomar tal decisão (as padarias, claro) ou a nossa cultura monopolista. Bem, feliz dia do Papai Noel para vossa senhoria e agora voltarei para minha toca… isso, aquela mesmo que estás a pensar velho hobbit!

  • Krauser Hellclown

    Gostaria de conhecer-me Sr. faz-tudo?

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